Tipos de Pele

Tipos de Pele: Guia Completo para Identificar e Cuidar da Sua em 2026

Problemas de Pele & Soluções

Atualizado em 21/05/2026 às 11:03

Você cuida da pele todos os dias, mas sente que os produtos não fazem o efeito esperado? Ou a pele fica oleosa poucas horas depois da limpeza, ou resseca com facilidade, ou simplesmente nunca parece equilibrada?

Na maioria das vezes, o problema não está nos produtos em si, mas no fato de que eles foram escolhidos sem considerar uma informação fundamental: o tipo de pele que você tem.

No Brasil, onde o clima tropical, a umidade elevada e a exposição solar intensa criam condições únicas para a saúde da pele, compreender a sua tipologia cutânea faz toda a diferença entre uma rotina eficaz e uma rotina que desperdiça tempo e dinheiro.

Segundo dados de estudos dermatológicos conduzidos em território nacional, mais de 60% das brasileiras utilizam produtos inadequados ao seu tipo de pele, o que contribui para queixas recorrentes como acne em adultos, ressecamento crônico e sensibilidade aumentada.

Em nossa experiência acompanhando rotinas de skincare ao longo de anos, percebemos que a maior parte dos erros cometidos por quem está começando, ou mesmo por quem já tem algum costume de cuidar da pele, começa exatamente nesse ponto cego: a falta de autoconhecimento cutâneo.

Uma pele oleosa mal interpretada como desidratada recebe hidratante pesado demais. Uma pele sensível recebe esfoliante ácido sem preparação adequada. O resultado é sempre frustrante.

Neste guia, você vai aprender a identificar com precisão o seu tipo de pele, entender as características de cada tipologia, descobrir como o clima brasileiro afeta esse diagnóstico e, principalmente, saber quais cuidados e ingredientes fazem sentido para a sua realidade. Sem achismos, sem fórmulas genéricas.

diferença entre tipos de pele oleosa e seca comparação

Sumario

O que determina o tipo de pele e por que isso muda com o tempo

Antes de sair testando métodos caseiros para identificar sua tipologia, é essencial entender o que está por trás dela. O tipo de pele não é aleatório nem permanente, e essa é uma informação que muita gente simplesmente ignora.

O Papel das Glândulas Sebáceas

A principal variável que define se uma pele é oleosa, seca ou normal é a atividade das glândulas sebáceas.

Essas glândulas, distribuídas de forma desigual pelo rosto, produzem o sebo, uma substância gordurosa que tem funções essenciais: formar a barreira de proteção cutânea, reter água dentro das camadas da pele e defender contra agentes externos como bactérias e poluição.

Quando essas glândulas produzem sebo em excesso, a pele fica brilhante e com tendência a acne. Quando a produção é baixa, a superfície fica áspera, descamativa e sensível ao toque. O equilíbrio entre produção e evaporação é o que caracteriza a pele normal.

O que regula essa produção? Vários fatores combinados:

  • Genética: a predisposição para ter pele oleosa ou seca é fortemente hereditária. Se seus pais tinham acne ou ressecamento crônico, as chances de você apresentar o mesmo padrão são altas.
  • Hormônios: andrógenos, como testosterona, estimulam as glândulas sebáceas. É por isso que a puberdade, o ciclo menstrual, a gestação e a menopausa alteram visivelmente o comportamento da pele.
  • Clima e sazonalidade: no Brasil, a diferença entre o verão úmido e o inverno seco (especialmente nas regiões Sul e Sudeste) pode fazer a pele de uma mesma pessoa oscilar entre tipos diferentes ao longo do ano.
  • Rotina de skincare: usar produtos inadequados é uma das causas mais comuns de desequilíbrio. Limpadores muito agressivos, por exemplo, removem o sebo de forma exagerada e ativam uma superprodução compensatória.

Por Que o Tipo de Pele Muda ao Longo da Vida

Muitas pessoas acreditam que o tipo de pele é fixo para sempre. Na prática, não é. A pele na adolescência tende a ser oleosa pela alta atividade hormonal. Na faixa dos 30 anos, ocorre uma queda gradual na produção sebácea.

Depois dos 40 e 50 anos, especialmente em mulheres após a menopausa, a pele frequentemente migra para um perfil mais seco e menos elástico.

Isso significa que a rotina construída aos 20 anos pode ser completamente inadequada aos 40. Reavaliar o tipo de pele a cada dois ou três anos, ou após grandes mudanças hormonais, é uma prática inteligente.

Dica Prática: Se você mudou de cidade ou de clima recentemente e percebeu que a pele se comporta de forma diferente, isso é esperado. O organismo leva entre 4 e 8 semanas para se adaptar a um novo ambiente. Antes de concluir que seu tipo de pele mudou definitivamente, dê esse tempo de adaptação.

Como Identificar o Seu Tipo de Pele com Confiança

Existem dois métodos simples que podem ser feitos em casa e que juntos oferecem uma leitura bastante confiável da sua tipologia cutânea. Nenhum dos dois exige equipamentos especiais.

Método da Observação em Repouso (o Mais Confiável)

Este é o método que recomendamos como ponto de partida para quem nunca fez esse tipo de análise:

  1. Lave o rosto com um sabonete neutro, sem ingredientes ativos, e seque suavemente com toalha limpa.
  2. Não aplique absolutamente nada: nenhum tônico, nenhum hidratante, nenhum sérum.
  3. Aguarde exatamente 30 minutos em um ambiente com temperatura normal (entre 20°C e 25°C).
  4. Observe o rosto com atenção na luz natural ou em boa iluminação artificial.
  5. Toque delicadamente com a ponta dos dedos a testa, o nariz, o queixo, as bochechas e a região das têmporas.

O que você observa nesse momento reflete com precisão o comportamento natural da sua pele sem interferência de produtos.

Método do Papel Absorvente (Teste Complementar)

Como segunda etapa, após os 30 minutos de observação:

  1. Pressione delicadamente um papel absorvente (ou papel vegetal sem tinta) em diferentes regiões do rosto.
  2. Observe quanto sebo ficou impregnado no papel em cada área.
  3. Compare as regiões: zona T (testa, nariz, queixo) versus bochechas e têmporas.

Esse teste complementar ajuda a identificar padrões mistos e a mapear as zonas do rosto com comportamentos diferentes.

teste papel absorvente tipo de pele oleosa

Pele Normal: O Equilíbrio Que Todo Mundo Quer (e Poucos Têm)

A pele normal é a mais equilibrada das tipologias. Não é particularmente oleosa nem ressecada, não costuma apresentar vermelhidão espontânea e reage bem à maioria dos produtos disponíveis no mercado.

Como Reconhecer a Pele Normal

Após o teste de 30 minutos sem produtos:

  • A superfície parece confortável, sem sensação de tensão ou de excesso de gordura
  • O papel absorvente capta uma quantidade mínima de oleosidade, sem deixar marcas visíveis
  • Os poros são pequenos e pouco aparentes, especialmente nas bochechas
  • A textura é suave ao toque e homogênea
  • Dificilmente aparecem descamações ou irritações sem causa aparente

A pele normal existe, mas é menos comum do que se imagina, especialmente em adultos acima dos 25 anos. Muitas pessoas que acreditam ter pele normal têm, na verdade, pele mista bem controlada por uma rotina eficaz.

Veja, você pode gostar de ler sobre: Pele Normal: Como Cuidar e Manter o Equilíbrio

Cuidados Essenciais para a Pele Normal

Mesmo sendo a tipologia mais estável, a pele normal precisa de cuidados consistentes para se manter assim. O principal erro de quem tem esse tipo é o descuido, imaginando que não precisa de uma rotina estruturada.

  • Limpeza suave duas vezes ao dia, sem produtos agressivos que quebrem o equilíbrio sebáceo
  • Hidratante de textura leve a média, com FPS na rotina diurna
  • Protetor solar com FPS mínimo de 30, obrigatório mesmo em dias nublados
  • Esfoliação química suave uma a duas vezes por semana para renovação celular

Pele Oleosa: Além do Brilho Excessivo

A pele oleosa é uma das tipologias mais comuns entre brasileiros, especialmente em regiões de clima quente e úmido como o Nordeste, o Norte e o Centro-Oeste. O excesso de sebo é um sinal de glândulas sebáceas hiperativas, o que pode ter origem genética, hormonal ou ambiental.

Características Que identificam a Pele Oleosa

  • Brilho intenso e generalizado, especialmente na zona T, poucas horas após a limpeza
  • Poros dilatados e visivelmente aparentes, sobretudo no nariz e nas bochechas
  • Tendência a cravos (comedões) e espinhas com frequência
  • Maquiagem que “escorrega” ou perde a fixação ao longo do dia
  • Papel absorvente com marcas evidentes de gordura em múltiplas regiões

Atenção: Pele oleosa não significa pele hidratada. Um erro muito comum é associar o excesso de sebo com hidratação adequada e por isso pular o hidratante da rotina. O sebo e a água são substâncias diferentes. Uma pele pode ser ao mesmo tempo oleosa e desidratada, o que a torna ainda mais sensível a agressões externas.

Ingredientes que fazem diferença para a pele oleosa

  • Ácido salicílico (BHA): penetra nos poros e dissolve o excesso de sebo e células mortas acumuladas. Concentrações entre 0,5% e 2% são eficazes e bem toleradas para uso regular.
  • Niacinamida: regula a produção de sebo e reduz o tamanho aparente dos poros com uso consistente por pelo menos 8 a 12 semanas.
  • Ácido azelaico: excelente para controle de oleosidade associado à acne, com a vantagem adicional de ter ação anti-inflamatória e clareadora de manchas pós-acne.
  • Argila branca ou caulim: ingredientes de base mineral que adsorvem o excesso de sebo sem ressecamento agressivo.

O Que Evitar na Pele Oleosa

Produtos muito ricos em óleos vegetais pesados (como óleo de coco, em especial) tendem a obstruir os poros em peles com essa tipologia. Formulações à base de óleo mineral em alta concentração também podem agravar o quadro. Hidratantes oil-free e não comedogênicos são sempre a melhor opção.

poros dilatados pele oleosa acúmulo sebo infográfico

Pele Seca: Muito Além da Sensação de Desconforto

A pele seca é definida pela produção insuficiente de sebo, o que compromete a integridade da barreira cutânea.

Sem esse filme protetor adequado, a pele perde água com muito mais facilidade, um processo chamado de perda transepidérmica de água (PTEA), e fica mais vulnerável a irritações, agressões ambientais e envelhecimento precoce.

Como Reconhecer a Pele Seca

  • Sensação de tensão ou “apertura” logo após lavar o rosto, mesmo sem esperar 30 minutos
  • Textura áspera ou irregular ao toque
  • Descamações finas, especialmente ao redor do nariz, na testa e nas bochechas
  • Aparência opaca e sem luminosidade
  • Papel absorvente sem nenhuma marca de oleosidade após o teste

Em graus mais severos, a pele seca pode apresentar fissuras, vermelhidão e coceira. Nesse nível, é importante diferenciar a pele seca simples de condições dermatológicas como eczema ou dermatite, que exigem avaliação médica.

Estratégia de Cuidado para a Pele Seca

A abordagem correta para a pele seca envolve dois pilares: hidratar e ocluir. Apenas hidratar sem criar uma barreira que impeça a evaporação da água tem efeito limitado.

  1. Limpeza gentil: usar limpadores com pH fisiológico (entre 4,5 e 5,5) e fórmula cremosa ou em óleo. Evitar sabonetes tradicionais em barra, que tendem a elevar o pH da pele e agravar o ressecamento.
  2. Hidratação em camadas: aplicar tônico hidratante ou sérum com ácido hialurônico em pele úmida (ainda ligeiramente molhada após a limpeza) para potencializar a absorção de água.
  3. Emolientes e oclusivos: finalizar com hidratante rico em ceramidas, manteiga de karité, esqualano ou dimeticone, que cria uma camada protetora e retém a umidade dentro da pele.

Melhor Prática: Para quem tem pele seca e mora em regiões com umidade relativa do ar muito baixa, como São Paulo no inverno, usar umidificador no quarto durante a noite pode reduzir significativamente a perda transepidérmica de água enquanto você dorme. Em nossa experiência, essa mudança simples reduz a necessidade de reaplicar hidratante ao longo do dia.

Veja, você pode gostar de ler sobre: Pele Desidratada ou Pele Seca?

Pele Mista: A Tipologia Mais Mal Compreendida

A pele mista é provavelmente a tipologia que mais gera confusão. E por um motivo simples: ela combina características de dois tipos diferentes na mesma face. A zona T (testa, nariz e queixo) tende a ser oleosa, enquanto as bochechas e as têmporas apresentam características de pele normal ou seca.

Por que a pele mista complica a rotina

O principal desafio de quem tem pele mista é que produtos formulados para um tipo específico frequentemente desequilibram o outro.

Um hidratante rico o suficiente para tratar as bochechas secas pode agravar a oleosidade do nariz. Um gel de limpeza eficaz para a zona T pode ressecar as bochechas com o uso regular.

Tabela: Abordagem por Zona para Pele Mista

RegiãoComportamentoProdutos IndicadosIngredientes-Chave
Zona TOleosa, poros dilatadosGel de limpeza, hidratante oil-freeÁcido salicílico, niacinamida
BochechasNormal a secaHidratante de textura médiaCeramidas, ácido hialurônico
TêmporasNormal a secaHidratante de textura médiaEsqualano, glicerina
QueixoOleoso, tendência a acneTratamentos localizadosÁcido azelaico, benzoíla peróxida

A estratégia mais eficaz para a pele mista é a skincare em zonas: aplicar produtos diferentes em regiões diferentes do rosto, em vez de tratar tudo com o mesmo produto. Essa abordagem, embora pareça trabalhosa no começo, rapidamente se torna automática e gera resultados muito superiores.

Pele Sensível: Quando a Barreira Cutânea Pede Atenção

A pele sensível merece uma discussão à parte porque não é exatamente um tipo de pele, mas sim uma condição que pode se manifestar em qualquer tipologia. Uma pele pode ser oleosa e sensível, seca e sensível, ou normal e sensível ao mesmo tempo.

O que define a pele sensível é a tendência a reagir de forma exagerada a estímulos que não causariam reação em peles sem essa condição: ingredientes específicos, variações de temperatura, tecidos, cosméticos perfumados ou até o contato com água muito clorada.

Sinais de que você tem pele sensível

  • Vermelhidão que aparece rapidamente após limpeza, uso de produtos ou exposição ao sol
  • Sensação de ardência ou coceira sem causa aparente
  • Reações frequentes a novos produtos, mesmo os formulados como “para peles sensíveis”
  • Pele que fica vermelha com facilidade ao toque, pressão ou variação de temperatura

Atenção: Pele sensível persistente, com vermelhidão crônica, descamação intensa ou rosácea, deve ser avaliada por dermatologista. Algumas condições que se manifestam como “sensibilidade” são na verdade quadros dermatológicos tratáveis que respondem muito bem à conduta médica adequada.

Ingredientes a Evitar e a Incluir na Pele Sensível

Evitar:

  • Álcool desnaturado (álcool SD) em alta concentração
  • Fragrâncias e perfumes sintéticos
  • Ácidos em concentrações elevadas sem adaptação gradual
  • Sulfatos agressivos (SLS, SLES) em limpadores

Incluir:

  • Panthenol (provitamina B5): calmante e cicatrizante
  • Centella asiática: anti-inflamatório natural com excelente tolerância
  • Alantoína: regeneradora e calmante da barreira cutânea
  • Ceramidas: restauradoras da barreira protetora
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O impacto do clima brasileiro nos tipos de pele

O Brasil apresenta uma diversidade climática que poucos países têm. Um carioca, um paulistano, um manauara e um gaúcho vivem realidades completamente diferentes em termos de temperatura, umidade e exposição solar.

O que significa que as recomendações genéricas de skincare importadas de outros países, especialmente da Europa e dos Estados Unidos, nem sempre fazem sentido na nossa realidade?

Como cada clima afeta a pele

  • Clima tropical úmido (Norte e Nordeste): a alta umidade do ar reduz a perda transepidérmica de água, o que pode beneficiar peles secas. Por outro lado, o calor intenso estimula mais as glândulas sebáceas, tornando peles já oleosas ainda mais brilhantes. A proteção solar precisa ser máxima e diária, sem exceções.
  • Clima subtropical (Sul e partes do Sudeste): as estações são mais definidas. No verão, a pele tende a ficar mais oleosa. No inverno, com umidade baixa e frio seco, mesmo peles oleosas podem apresentar ressecamento e descamação. Muitas pessoas precisam de rotinas sazonais.
  • Cerrado e regiões de altitude (Centro-Oeste e partes do Sudeste): a umidade muito baixa, especialmente no inverno, pode fazer a pele ressecada desenvolver fissuras. O uso de umidificadores de ambiente e a elevação do nível de oclusão na hidratante noturna são estratégias importantes.

Adaptando a Rotina às Estações

Uma das práticas mais inteligentes e ainda pouco difundidas no Brasil é a rotina sazonal. Manter exatamente os mesmos produtos o ano inteiro, independentemente da estação, é ignorar uma variável climática significativa.

A prática que observamos como mais eficaz é manter a base da rotina estável (limpeza, protetor solar, antioxidante) e adaptar apenas as etapas de hidratação e tratamento conforme a estação e as necessidades percebidas pela própria pele.

mapa brasil tipos de clima impacto pele skincare

Comparativo: Características e Cuidados por Tipo de Pele

CaracterísticaPele NormalPele OleosaPele SecaPele MistaPele Sensível
OleosidadeEquilibradaAltaBaixaVariada por zonaVariada
PorosPouco visíveisDilatadosImperceptíveisDilatados na zona TVariados
TexturaSuaveBrilhanteÁsperaIrregularReativa
Tendência a acneBaixaAltaBaixaMédia (zona T)Variada
Hidratante indicadoLeve/médioOil-free gelRico/cremosoDupla abordagemSem fragrância
FPS mínimo recomendadoFPS 30FPS 30-50FPS 30FPS 30-50FPS 50+

Erros Comuns na Identificação e no Cuidado com os Tipos de Pele

Depois de acompanhar diversas rotinas de skincare e os questionamentos mais frequentes de quem começa a se cuidar, identificamos um padrão claro de erros que se repetem independentemente do tipo de pele.

Diagnosticar a pele como “estressada” pelo ambiente ou produtos: Se você acabou de passar uma semana usando um limpador agressivo ou viajou para uma cidade com clima muito diferente do seu, a pele vai apresentar características atípicas. Faça o diagnóstico após pelo menos uma semana usando apenas produtos neutros.

Confundir pele oleosa com pele hidratada: Já explicamos esse ponto, mas vale reforçar. A oleosidade é sebo. A hidratação é água dentro das camadas da pele. Essas são substâncias e funções completamente distintas.

Usar o mesmo produto em todo o rosto sem considerar as zonas: Mesmo quem tem pele normal pode ter zonas com comportamentos ligeiramente diferentes. Prestar atenção na individualidade de cada região do rosto é um refinamento que faz diferença.

Trocar de produtos com frequência excessiva: Ingredientes ativos como niacinamida, retinol e vitamina C precisam de consistência. Os resultados aparecem entre 8 e 12 semanas de uso regular, não em dias. Trocar de produto a cada semana porque “não fez efeito” é um dos erros mais comuns e mais prejudiciais.

Ignorar a proteção solar: Independentemente do tipo de pele, o protetor solar é o produto com maior impacto comprovado na prevenção do envelhecimento precoce, manchas e danos celulares. Pulá-lo por preguiça ou porque a pele fica oleosa anula boa parte dos benefícios de todos os outros produtos usados.

Aviso Importante: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações aqui contidas não substituem a orientação de um dermatologista. Para diagnósticos específicos de condições de pele como rosácea, eczema, dermatite seborreica ou acne moderada a grave, consulte um profissional qualificado e habilitado. A automedicação pode agravar condições dermatológicas.

Veja, você pode gostar de ler sobre: Como Saber Seu Tipo de Pele

Conclusão

Conhecer o seu tipo de pele é o alicerce de qualquer rotina de skincare que funcione de verdade. Com esse conhecimento, cada produto que você escolhe passa a ter uma razão clara para estar ali, e os resultados aparecem com muito mais consistência.

Para resumir o que aprendemos: a tipologia cutânea é determinada pela atividade das glândulas sebáceas, influenciada por genética, hormônios e clima, e muda ao longo da vida.

O teste de observação em repouso por 30 minutos, complementado pelo papel absorvente, oferece um diagnóstico confiável e gratuito.

Cada tipo tem necessidades específicas de limpeza, hidratação e proteção solar, e o Brasil, com sua diversidade climática, exige que essas escolhas sejam contextualizadas para a realidade regional e sazonal.

Se você nunca tinha parado para fazer esse diagnóstico, agora é o momento. Faça o teste ainda hoje e observe o que a sua pele comunica. Se já conhecia o seu tipo, revise se a sua rotina atual realmente está alinhada com essas necessidades ou se é hora de um ajuste.

Compartilhe nos comentários qual é o seu tipo de pele e qual tem sido o maior desafio da sua rotina. Essa troca é valiosa para todas as pessoas que passam por situações parecidas.

Perguntas Frequentes Tipos de Pele

Meu tipo de pele pode mudar com o uso de anticoncepcionais?

Sim, e isso é mais comum do que se imagina. Contraceptivos hormonais combinados (com estrogênio e progesterona) tendem a reduzir a produção sebácea, o que pode melhorar a oleosidade e a acne em algumas mulheres. Por outro lado, métodos apenas com progesterona podem, em alguns casos, aumentar a oleosidade. A variação é individual. Se você percebeu mudança no comportamento da pele após iniciar ou trocar o contraceptivo, é válido reavaliar a rotina e, se necessário, consultar tanto o ginecologista quanto o dermatologista.

É possível ter pele seca e acne ao mesmo tempo?

Completamente possível. A acne não é exclusividade da pele oleosa. Peles secas podem desenvolver acne por outros mecanismos, como a proliferação da bactéria Cutibacterium acnes em poros obstruídos por células mortas que não se desprendem com facilidade na ausência de sebo suficiente. Além disso, o uso de hidratantes inadequados ou comedogênicos em pele seca pode desencadear comedões. O tratamento da acne em pele seca exige abordagem diferente da usada em pele oleosa.

Quantos produtos são necessários em uma rotina básica para qualquer tipo de pele?

Uma rotina funcional e completa pode ser feita com apenas três produtos: limpador, hidratante e protetor solar. Qualquer adição além disso, como séruns ativos, tônicos e esfoliantes, é um incremento que otimiza resultados, não uma obrigação. Para quem está começando ou tem orçamento limitado, três produtos escolhidos corretamente para o tipo de pele são mais eficazes do que dez produtos aleatórios.

Qual é a diferença entre pele seca e pele desidratada?

Essa confusão é muito comum. Pele seca é um tipo de pele, uma característica estrutural relacionada à produção baixa de sebo. Pele desidratada é uma condição temporária de qualquer tipo de pele, incluindo a oleosa, que ocorre quando falta água nas camadas superficiais da pele. Uma pele oleosa pode estar desidratada. Pele seca é tratada com emolientes e oclusivos. Pele desidratada é tratada com umectantes como glicerina e ácido hialurônico.

Com que frequência devo reavaliar o meu tipo de pele?

A recomendação que fazemos é reavaliar a cada dois anos em condições estáveis ou imediatamente após grandes mudanças: nova cidade com clima diferente, início ou troca de contraceptivos, gestação, menopausa, ou qualquer tratamento médico prolongado que afete o sistema hormonal. Além disso, sempre que perceber que os produtos que funcionavam bem pararam de funcionar sem motivo aparente, vale fazer um novo diagnóstico antes de sair trocando de cosméticos.

Protetor solar deixa a pele oleosa mais brilhante. O que fazer?

Sim, muitas formulações de protetor solar têm base emoliente que acentua o brilho em peles oleosas. A solução não é abandonar o FPS, mas escolher formulações adequadas: protetores solares oil-free, com acabamento matte, em gel ou gel-creme, ou com base mineral (óxido de zinco ou dióxido de titânio). Algumas marcas brasileiras já desenvolvem formulações com tecnologia antioleosidade que controlam o brilho por até 6 horas.

Esfoliação ajuda ou prejudica a pele sensível?

Depende do tipo e da frequência. Esfoliação física (com partículas ou grânulos) é frequentemente agressiva para pele sensível e pode romper a barreira cutânea, piorando a sensibilidade. Esfoliação química suave, com ácido mandélico em baixas concentrações (5% a 10%) ou PHA (ácidos poli-hidroxilados), é geralmente bem tolerada por peles sensíveis quando introduzida gradualmente: uma vez por semana no início, aumentando a frequência conforme a tolerância ao longo de 4 a 6 semanas.

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